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Docente do IED-São Paulo tem trabalho publicado na revista Lugares

14/09/2011

O projeto parte da pesquisa de imagens sobre os carretéis do artista gaúcho Iberê Camargo. Segundo o professor Andrei ele se baseou nos objetos que o artista utilizava como modelo, porque eles sempre chamaram sua atenção por serem um módulo espacial, ao mesmo tempo que Iberê os explorou como formas gráficas e como um signo. Isto é, na grande maioria dos trabalhos envolvendo carretéis, eles perdem a sua tridimensionalidade.
Devido ao seu interesse por espaços constituídos por módulos – a repetição de um módulo é uma das maneiras de criar um espaço infinito, como em A Biblioteca de Babel – ele procurou explorar esse aspecto dos carretéis que, até onde ele conhece a obra do Iberê Camargo, não foi contemplada.
Já a escolha de usar panoramas veio em função do fato de considerar que não havia sentido dar uma maior liberdade para o usuário se não houvesse algo mais a ser explorado, além do espaço construído pelos carretéis. Isto é, em jogos que utilizam espaços tridimensionais pelos quais o usuário pode se movimentar de forma mais livre, há toda uma série de motivações para que o usuário os percorra. No caso dos espaços que ele estava construindo, isto resultaria num efeito gratuito. Além disso, o panorama é um artifício que ele ainda não havia utilizado e que propõe uma forma de navegação específica, que lhe pareceu muito adequada ao projeto. Para maiores detalhes da entrevista acesse o link.

Eliane Weizmann